Aconteceu algo, hoje, estranho que nunca ocorrera antes.
Eu estava andando pela rua com o Alan. Estávamos recolhendo sucatas para vender num ferro velho que fica na ruia Luís Góis. Já se passavam das 15 horas e dividi um lanche, com o meu novo amigo, do sopão da noite anterior.
Puxei a carroça e o Alan me acompanhou. Pronto; desse ponto em diante não me lembro de mais nada. Me lembro que comentávamos sobre minha esposa e como eu a amava; falei para ele de como a conheci e cheguei ao ponto em que o trabalho era mais importante que até eu mesmo.
Segundo o meu amigo, eu soltei a carroça, a qual desceu a rua sozinha e eu me agachei no chão abraçando minhas pernas e repetindo palavras sem coerência alguma. O Alan se assustou e seimplesmente me olhava. Depois disso, eu rasguei a minha camiseta e corri ladeira acima gritando "Eu te amo; me perdoa, me perdoa, ME PERDOA!...". Até que desmaiei.
Eu acordei na casa de uma senhora muito afável. Estava de banho tomado e roupas trocadas. Meu novo amigo me ajudou, pois estava sob o surto psicótico. A Dona Crispina assistiu meu desespero e o Alan pediu a sua ajuda, e ela o fez.
Não me lembro de nada nesse período de 4 horas. Como começou a ficar escuro decidimos voltar para nos encontrarmos com a Mariana. Por muito insistir fomos passar essa noite na casa dela com a pequena Raquel, enquanto ela trabalhava.
Agora estou aqui com medo do que tenha sido isso, se realmente fora a primeira vez, já que não me lembrava das coisas que aconteciam nesse período. Pensando bem, eu já acordei algumas vezes com hematomas e não me lembro como os consegui... E, afinal, para quem eu pedi perdão? Talvez se o Alan se lembrar quais as palavras sem nexo que eu falava algumas peças na minha cabeça se encaixem...
Senhor da infinita misericórdia, olha por mim. Tenho sido confundido em mim e por mim. Ajuda-me a descobrir os imensos mistérios que se escondem e se ajuntam em mim que tanto me atormentam e apontam para caminhos incertos. Amém.

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